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Orgulhe-se de seus erros! – Conheça a maneira ‘maker’ de pensar

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Errar é uma tarefa essencial do bom empreendedor. Veja como até as grandes empresas estão adotando a maneira ‘maker’ de inovar, priorizando a experimentação e a colaboração.

tudo bem errar

 

Você que está na jornada do empreendedorismo já deve ter uma bela coleção de erros para recordar. Se não tem tantos assim, deveria se esforçar para ter mais!

É isso mesmo. Os erros fazem parte da estrada que temos que trilhar rumo ao acerto. Neste sentido, temos muito a aprender com os chamados makers, que estão sendo considerados os protagonistas da nova revolução industrial por conta de sua maneira inovadora de trabalhar. Vamos conhecer um pouco sobre esse jeito criativo de enxergar o trabalho e quais vantagens ele pode trazer para o seu futuro empreendedor.

 

OS MAKERS – QUEM SÃO, O QUE SÃO, DO QUE SE ALIMENTAM…?!

Os makers são desapegados, colaborativos e acreditam que o caminho para a inovação passa pelo erro. Há mais desapego do que posse, mais colaboração do que individualismo, mais horizontalidade que decisões tomadas de cima pra baixo. Uma lógica de rede social, de coworking. Ou seja, o fundamental está na maneira de pensar e de fazer as coisas – realidade distante de muitas empresas que ainda priorizam hierarquia, departamentalização, obediência, disciplina, comando e controle.

makers e empresas tradicionais 2

Esta mudança de mindset é fundamental, independentemente do porte ou da maturidade da empresa. É preciso estar atento e enxergar o investimento em inovação como uma necessidade latente para se manter ativo e competitivo no mercado. Também é importante para lidar com os desafios de maneira criativa e com menos dificuldade para crescer e encarar os concorrentes.

A proposta é inverter a lógica! Na cultura maker, o que vale é fazer primeiro, avaliar e justificar depois. A autonomia para errar e quebrar regras é a regra. O perfeccionismo, portanto, é apenas uma trava ao potencial da inovação. Desta maneira, cria-se um ambiente fértil para o surgimento de novas propostas, que podem gerar produtos ou processos mais eficientes.

 

Na cultura maker, o que vale é fazer primeiro, avaliar e justificar depois.

 

O trabalho dos makers se caracteriza pelo jeito ágil. Também pelo uso de ferramentas dos mais variados tipos – desde as mais simples, como fita crepe, papel e tesoura, até robustas impressoras 3D e máquinas de corte a laser, entre muitas outras – para construir protótipos, testar produtos e processos rapidamente. Todas estas ferramentas encontram-se disponíveis nos fab labs, espalhados por 78 países e com 12 unidades na cidade de São Paulo.

 

OS FAB LABS – USINAS DE IDEIAS ONDE A INOVAÇÃO ACONTECE

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Fab Lab da Fiat Chrysler no Brasil

Abertos para qualquer pessoa interessada, os fab labs funcionam como usina de ideias, ponto de encontro e troca de experiências. As grandes empresas mais atentas a este movimento já absorveram a ideia a trouxeram os fab labs para dentro da própria organização, como é o caso da Fiat Chrysler Automóveis e Itaú-Unibanco. Mas empresas como Natura, Suzano e Aché também já tiraram proveito da estrutura.

Agora, você empreendedor deve estar se perguntando: como meu negócio pode usufruir desse novo modelo de trabalho?

Antes de sair preenchendo todos os cargos com funcionários makers, lembre-se que, para inovar, as companhias precisam de quatro tipos de pessoas: o explorador – que gosta de decifrar problemas e não se satisfaz com a primeira resposta -, o hacker – ávido por mudanças radicais, por virar situações do avesso -, o maker – habilidoso em informática, construção manual de protótipos, design e engenharia -, e o networker, que consegue reunir gente para ajudar na resolução do problema, segundo Paulo Lima, gerente da universidade corporativa da Fiat Chrysler.

O(A) EXPLORADOR(A): ADORA UM PROBLEMA
O(A) HACKER: NÃO TEM MEDO DE MUDANÇAS RADICAIS
O(A) MAKER: A PESSOA ‘MÃOS NA MASSA’
O(A) NETWORKER: REÚNE IDEIAS E TALENTOS HUMANOS

Uma vez dito isso, para começar, vale apostar em equipes multidisciplinares, menos hierarquia e organograma. As redes internas formadas para testar uma ideia, com gente dos mais diversos departamentos e níveis hierárquicos, tendem a se manter ativas, mesmo depois de encerrado o processo de desenvolvimento. É preciso adquirir um novo jeito de pensar por parte da equipe vinculada aos projetos, para que depois os participantes possam propaga-la para as outras equipes das quais fazem parte. A disseminação de informações pode ser tão importante quanto os resultados.

Aqui vão alguns passos para que você e sua empresa estejam mais preparados para fazer os ajustes necessários na trajetória empreendedora, mesmo que já estejam em pleno voo!

 

5 PASSOS PARA SUA EMPRESA TER UMA ATITUDE MAKER

 

  1. TESTE RAPIDAMENTE

Tirar a ideia da gaveta e prototipá-la, seja com caneta e papelão, seja com componentes eletrônicos e impressora 3D, é a única forma de começar. O protótipo dá pistas mais firmes sobre o caminho a seguir.

  1. ACEITE O FRACASSO

Não importa se a primeira versão deu errado. Aproveite que as novas técnicas de produção digital são mais baratas e rápidas e dê chance ao erro – ele é um caminho.

  1. ESTEJA ABERTO

Criou algo legal com a ajuda de um maker ou está implantando um novo jeito de trabalhar? Compartilhe com sua comunidade. Novas ideias para melhorar seu produto podem surgir de onde você menos espera.

  1. APROXIME-SE DOS MAKERS

Vá a um makersplace ou fab lab para ver como se trabalha e pensa nesses locais. Explore. Converse. Peça ajuda. Diga o que tem em mente.

  1. IDENTIFIQUE OS TALENTOS NA SUA EMPRESA

Reconheça os que gostam de experimentar e têm conhecimento em construção manual, informática, engenharia ou design. E não se esqueça de que você precisa também de um explorador (o que explora cenários), do hacker (que promove mudanças radicais) e do networker (que reúne pessoas para resolver um problema).

 

livro empreendedorismoDICA DE LEITURA

Evolução: Prepare sua empresa para inovar sempre
Ricardo Cavallini, cofundador da Makers Brasil e consultor de negócios digitais.

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